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lunes, 2 de noviembre de 2015

Día de muertos en Tlaquepaque.

Siempre he pensado que la muerte de alguien nos duele por el simple hecho de que no estará más por aquí. No habrá más desayunos, más salidas al cine, más masa para hornear, más fiestas. No podremos ver esos ojos una vez más, escuchar esa risa o esa voz.

¿Pero no es un poco egoísta? Queremos más de esa persona para nosotros. No importa si está muy enferma, no importa si ya no quiere estar aquí o si es feliz. ¿No es acaso nuestro egoísmo lo que hace difícil el proceso de dejar ir?

Ahora que se acerca mi cumpleaños pienso mucho en eso. Agradezco estar un año más con vida y también pienso en la muerte. Es inevitable, la vida y la muerte coexisten entre sí y uno determina al otro. Amo la vida y cada uno de los detalles en ella. 

Siempre le digo a mis papás que cuando me muera me gustaría que pusieran mis cenizas en una maceta o en un árbol, de esos que parecen robustos y fuertes pero que parte de su belleza es dejar ir las hojas en esta época del año. Le digo que no quisiera que me hicieran funeral porque me hace sentir mal ver triste a la gente que quiero, en especial si es por mi culpa. No están muy de acuerdo conmigo en eso último.

Prefiero que celebremos la vida, mientras dure, como sólo nosotros sabemos hacerlo. Celebremos esos desayunos, esas salidas al cine, esa masa para hornear, esas fiestas, esos ojos, esa risa y esa voz. Celebremos con colores, con música, con comida y con tequila. Hagámoslo mientras la ciencia, un ser superior, el universo y el amor lo permitan.

















miércoles, 1 de julio de 2015

Até logo...

Como advertência, este texto deve ter muitos erros gramaticais e ortográficos, mas isso nunca vai mudar a intenção das palavras  :3 

Isto é, por muito, o que vai ser mais difícil de escrever. Certeza. Tenho tanto na cabeça que nem sei por onde começar, mas é tanto que dizer que podería nunca terminar.
Parte deste processo de dois anos planejando cada detalhe desta viagem, foi escrever uma carta com os motivos que eu tinha para estudar no Brasil. Lembro que naquele momento eu me sentía com muita pressão porque não conseguia resumir o que seria realizar um sonho da minha vida numa carta só. Depois de varias semanas pensando e trabalhando num documento prévio, escreví um apartado extra onde explicava que eu queria me encontrar. Tinha esta ideia na cabeça que com todas as experiencias que eu viviría nesses quase seis meses, chegaría a entender o que eu estava procurando para minha vida, para minha carreira, e toda a área pessoal; e também, sentía que estava na idade ideal para isto, pensando que depois desse tempo voltaría totalmente focada para trabalhar no que amo e que faría tudo o que fosse necesario para isso.
Supongo que a vida nâo é assim tão fácil. Agora eu dou conta de que é estúpido pensar que tudo é assim de simples, que eu sou invencível e que nao sempre devo ter bem claro o que acontece na minha vida ou que simplesmente nao tudo deve ser perfeito. 
Tudo vai muito rápido. Sinto como se fosse ontem quando eu cheguei aqui, nesse aeroporto com 2 cartões bloqueados, com o celular inservível, sem entender palabra nehuma do que as pessoas falabam, quase chorando no aeroporto de Guarulhos. Agora estou aquí, voltando e pensando que não sei aonde que essa pessoa foi.
Sempre gostei muito da astrología e os signos zodiacais aunque não entenda bem do que falam. Faz uns días, entre num site onde falam o que vai acontecer hoje, se vamos ganhar dinheiro, se teremos uma entrevista para um emprego, ou que teremos um exelente día se usamos a cor laranja. Nese site, precisamente, falou do meu signo alguma coisa assim como “você vive num constante extremo”. Posso asegurar, aunque não defendo a confiabilidade da fonte, que isso é totalmente certo. Por mais que eu intente quando fico triste é MUITO triste, e quando estou feliz é MUITO feliz mesmo. Cuando li isso entendí que não pdería estar num lugar melhor.
O Brasil é um país que está cheio de cores, e vive num constente extremo como eu. Se você quiser música, você vai ter samba, pagode, sertanejo, rock, rap e funk 24/7 no volumen mais alto possível. Se você quer beber, você vai ter cachaça, cerveja e catuaba o día inteiro. Se você quiser arte, você vai ter todas as paredes da cidade e as pinturas nos museus para se entretener. Se você quiser festa, você vai ter bares e baladas abertos até às 7 da manhã a semana inteira. Se você quiser amor, você vai ter amigos em cada canto da cidade. E não acaba nunca.
Mudei tanto por todo o que eu aprendí e conheçí, que agora não posso evitar sentir medo. Quando eu fiz aquela carta com meus motivos, escreví que me quería encontrar porque eu achava que estava perdida. Agora estou cumpliendo o sonho da minha vida, no lugar que sempre sonhei, com tudo o que ele me ensinou… E me sinto mais perdida que nunca. Tudo o incrível que conhecí me fez dudar e retar minhas expectativas. Eu entendí que minhas metas sempre podem ser mais e melhores. Todas as ideias que eu tinha de mim e o que eu quería, se esfumaram e o Brasil as renovou. Ainda maiores, ainda más divertidas, ainda melhores.
Não estou voltando sendo melhor pessoa, porque acho que isso é um trabalho constante que todo mundo deve fazer. Eu volto me sintindo mais perdida que nunca e muito muito longe de me encontrar, mas plena. Eu volto mais perdida que nunca, mas com os melhores elementos pra me perder cada día mais.

_______________________

Não posso terminar isto sem dizer varias coisas. Quiero expresar que estou muito agradecida com as pessoas que estiveram comigo durante todo o processo.
Meus pais e minha família, que prácticamente eles são a razão pela que eu estou aquí e sem eles nâo tería conseguido logar tudo isto. Nunca vou terminar de agradeçer o apoio que vocês sempre me deram. De vocês aprendi a nunca me conformar, e sempre dar e procurar o melhor de mim. Prometo nunca falhar.
Regi, por sempre ser paciente e esperar até o último día. Prometo te compensar cada momento perdido. Tudo o que eu fiz foi por você, e por tudo aquilo que a vida tenha preparado para a gente no futuro.
Sebastián, porque depois de tudo você sempre ficou.
Todas minhas amigas no México que me ajudaram a preencher documentos, me emprestaram coisas, ou simplesmente me apoiaron moralmente em tudo o que precisava.
Família Tomeyama Kamida Da Costa Duarte, por ser minha família brasileira. Não podería ter pedido algo melhor. Muito obrigada por tudo o que vocês fizeram por mim.
Bia & João, por nunca deixarme sozinha. Brigada pelas festas, as crepiocas, o funk e o pagode, pelas conversas até tarde, Game Of Thrones, e um milhão de coisas mais que ja falei muitas vezes. Amo vocês, Agosto chegará logo. O mesmo pra a Nana, a Gabys, a Dany e a Marjorie, o Felipe, as Camilas, e todo o grupo em geral.
Bia Martins & Ga, por me mostrar uma nova perspectiva da vida. A gente sabe que estamos aquí por algúm motivo, e sei que essas mesmas forças vão fazer a gente se encontrar de novo. Muito obrigada pela luz que vocês trazeram na minha vida, agora eu levo um pouquinho de vocês na pele. Muito amor. Brigada também a toda a turma.
Brigada a todas as pessoas que conhecí na PUC, no JUCA, e na viagem a Bonito e tudo o pessoal que fez desta viagem algo tão especial.

Obrigada Brasil por tanto aprendizagem. Obrigada pelo rock, o reggae, o samba, o pagode o sertanejo, o forró, o rap, o trap e o funk. Obrigada pela Catdrál da Sé, pela Liberdade, o templo Zu Lai, e a Avenida Paulista. Obrigada pela Rua Augusta e a Vila Madalena. Obrigada pelos museus, a arte urbana, os filmes traduzidos, e a Livraria Cultura. Obrigada pela cachaça e os melzinhos, a catuaba e a cerveja Original. Obrigada pelo café, o pão de queijo, o brigadeiro, a picanha, maracujá e cajú.

Obrigada Brasil pela nova oportunidade de vida. Obrigada pela paixão. Obrigada. 

É nois.


Até logo.

“Pero entonces bailaban por las calles como peonzas enloquecidas, y yo vacilaba
tras ellos como he estado haciendo toda mi vida mientras sigo a la gente que me
interesa, porque la única gente que me interesa es la que está loca, la gente que está loca
por vivir, loca por hablar, loca por salvarse, con ganas de todo al mismo tiempo, la
gente que nunca bosteza ni habla de lugares comunes, sino que arde, arde, arde como
fabulosos cohetes amarillos explotando igual que arañas entre las estrellas.”

Esto es, por mucho, lo que más me va a costar escribir. Estoy segura. Tengo tanto en la cabeza que no sé por donde empezar, pero tengo tanto que decir que podría nunca terminar.
Parte de este proceso de dos años en el que planeé cada detalle de este viaje, fue escribir una carta con los motivos que me llevaban a hacerlo. Recuerdo que en ese momento me sentí abrumada y bajo mucha presión porque no conseguía resumir lo que sería realizar un sueño de toda la vida en sólo una carta. Después de varias semanas de pensar y trabajar en un borrador, escribí en un inciso extra que buscaba encontrarme. Tenía esta idea en mi cabeza de que todas las experiencias que viviría en esos casi seis meses me harían entender lo que estaba buscando para mi vida, en mi carrera y en todo lo personal; además, me sentía en la edad adecuada para esto, pensando en que después de ese tiempo regresaría totalmente enfocada a trabajar en lo que amo y que haría todo lo necesario para lograrlo.
Supongo que la vida no es así de fácil. Ahora me doy cuenta que es estúpido pensar en que todo es así de sencillo, que soy invencible y que no siempre debo tener claro todo lo que pasa en mi vida o que simplemente no todo debe ser perfecto. 
Todo va muy rápido. Siento que fue ayer cuando llegué a ese aeropuerto con 2 tarjetas bancarias bloqueadas, con un celualr inservible, sin entender lo que me decían, a punto de llorar en el aeropuerto de Guarulhos. Y ahora estoy aquí regresando y pienso que no sé a donde fue esa persona.
Siempre me atrajo mucho todo lo reativo a la astrología y a los signos zodiacales aunque no sea una experta, y a veces no entiendo lo que me dicen. Hace unos días entré a una de esas páginas donde dicen lo que nos va a pasar hoy, si nos vamos a ganar la lotería, tendremos una entrevista de trabajo o que tendremos un excelente día si usamos el color naranja. En esa página precisamente decía algo así como “vives en un constante extremo”. Puedo asegurar, aunque no defiendo la confiabilidad de la fuente, que eso es totalmente cierto. Por más que intento, cuando estoy triste es en verdad, MUY triste y cuando estoy feliz, estaré MUY feliz. Ahí es cuando entendí que no podría estar en un mejor lugar.
Brasil es un país que aunque está lleno de colores, vive en un constante extremo como yo. Si quieres música, tendrás samba, pagode, sertanejo, rock, rap y funk 24/7 en el nivel más alto posible. Si quieres beber, tendrás cachaça, cerveza y catuaba todo el día. Si quieres arte, tendrás todas las paredes de la ciudad y los cuadros en los museos para entretenerte. Si quieres fiesta, tendrás todos los bares y baladas abiertos hasta las 7am toda la semana. Si quieres amor, tendrás amigos en cada rincon de la ciudad. Y no se acaba nunca.
Cambié tanto por todo lo que aprendí y conocí que ahora no puedo evitar sentir miedo. Cuando hice aquella carta de motivos, escribí que quería encontrarme porque me sentía, según yo, perdida. Ahora, estoy cumpliendo el sueño de mi vida, en el lugar que siempre soñe, con todo lo que me enseñó… Y me siento más perdida que nunca. Todo lo increíble que conocí me hizo dudar y retar mis expectativas. Me hizo darme cuenta de que mis metas siempre pueden ser más y mejor. Todas las ideas que tenía acerca de mí y lo que quería se esfurmaron y Brasil las renovó. Aún mayores, aún más divertidas, aún mejores.
No regreso siendo mejor persona, porque ese es un trabajo constante que todos tenemos que llevar a cabo. Regreso sintiéndome más perdida que nunca y muy lejos de encontrarme pero plena. Regreso más perdida que nunca, pero con lor mejores elementos para perderme cada día más.

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No puedo terminar esto sin decir varias cosas. Quiero dar las gracias a la gente que siempre estuvo conmigo en este todo este proceso. 
Mis papás y mi familia, que prácticamente ellos son la razón por la que esté aquí y que sin ellos no lo hubiera logrado. Nunca podré agradecerles el apoyo que me han dado siempre. De ustedes aprendí a no conformarme y siempre dar y buscar lo mejor de mí. Prometo no fallarles.
Regi, por siempre ser paciente y esperar hasta el último día. Todo esto que hice, lo hice por nosotras, por lo que la vida nos tenga planeado para el futuro. Prometo compensarte cada momento perdido.
Sebastián, porque a pesar de todo siempre estuviste aquí.
A todas mis amigos en México que me ayudaron a llenar papeles, entregarlos, me prestaron cosas, o simplemente me apoyaron moralmente en todo lo posible.
Familia Tomeyama Kamida Da Costa Duarte, por ser mi familia brasileira. No pude haber pedido algo mejor. Gracias por todo lo que hicieron por mi.
Bia & João, por nunca dejarme sola. Gracias por las fiestas, las crepiocas, el funk y el pagode, por las pláticas hasta tarde, Game Of Thrones y un millón de cosas más. Los amo, Agosto vendrá pronto. Igual para Nana, Gabys, Dany, Marjorie, Felipe, las Camilas, y todo el grupo en general.
Bia Martins & Ga, por mostrarme una nueva perspectiva de la vida. Nosotros sabemos que estamos aquí por alguna razón, y sé que esas mismas fuerzas nos harán encontrarnos en algún momento. Gracias por la luz. Ahora llevo un poquito de ustedes en mi piel. Gracias tambén a ese grupo tan especial.
Gracias a las personas que conocí en la PUC, Gabi, Isa, Carolina, etc. Todos los que conocí en JUCA, en Bonito, y a todos los que hicieron de este viaje algo tan especial.
Gracias Brasil por tanto aprendizaje. Gracias por tu rock, tu reggae, tu samba, tu pagode, tu sertanejo, tu forró, tu rap, tu trap y tu funk. Gracias por tu Catedral da Sé, por tu Liberdade, por tu Templo Zu Lai, y tu Avenida Paulista. Gracias por tu Rua Augusta y tu Vila Madalena. Gracias por tu Rio de Janeiro, Praia Vermelha y Barra da Tijuca. Gracias por tus museos, tu arte urbana, tus películas traducidas y tu Livraria Cultura. Gracias por tu cachaça y tus melzinhos, tu catuaba y tu cerveja Original. Gracias por tu café, tu pão de queijo, tu brigadeiro, tu picanha, tu maracuja y tu cajú.
Gracias Brasil por la oportunidad de una nueva vida. Gracias por tu pasión. Gracias. 

É nois.







lunes, 2 de febrero de 2015

Stranger

No sé si es porque mi país no siempre tiene las mejores representaciones en películas, series, o con los extranjeros en general, pero pensé que en todos los países era igual. Que todos en Estados Unidos comen hamburguesas, que todos en Argentina son nefastos, que todos los italianos comen pizza todos los días, o que en Australia tienen a canguros como vecinos. Así como en México no todos dormimos en nopales ni a todos les gusta el tequila, supongo que será así en otros lugares.
Pero aquí si. Aquí la gente jamás se cansa de bailar, no dejan de sonreír, no acaba la fiesta jamás. Y cuando digo fiesta, no me refiero a terminar ahogado vomitando de tanto haber tomado. Por fiesta me refiero a la alegría, al compañerismo, a la bondad. Aquí no se está triste jamás.
Estoy en una selva con edificios que coexisten perfecto, donde el concreto es amigo de los 27 grados, el viento y la humedad. Estoy en donde los taxis tienen terminal para tarjetas de crédito y débito, funcionando con algún mecanismo que aún no logro entender. Soy una extraña en esta ciudad y jamás me sentí tan libre. Como si lo desconocido fuera sinónimo de libertad.
Antes de venir aquí precisamente pensaba en eso, que no tenía la necesidad de salir de mi zona de confort. Seguramente era miedo, y ahora comprendí que no hay nada mejor que esto. He aprendido más de lo que pensé en solamente dos días. No tengo más que doscientos pesos y veinte dólares en mi cartera porque no puedo cambiarlos, mis tarjetas están bloqueadas, la pantalla de mi teléfono se rompió en el aeropuerto, y no entiendo la mitad de lo que me dicen. Todo es una señal.
Esto apenas comienza y la verdad, no podría estar más emocionada. Me enamoré de los retos, de las barreras e impedimentos que la vida tiene para mí sin aún conocerlos. Supongo que de esto se trata la vida, de conocerte en la peor situación y de dominar tus defectos pero sobre todo, ser tu mejor amigo para no estar solo jamás.












domingo, 28 de diciembre de 2014

Armonía


Hace poco leí un artículo de Darío Beltrán que trataba acerca de las celebraciones navideñas cuando no se es creyente. La religión no es mi tema favorito y resulta ser en ocasiones lo que detona una serie interminable de preguntas que regresan una y otra vez al argumento principal en forma de loop infinito. Sin embargo crecí en una familia con una fé bien sostenida, fundamentada, inquebrantable y verdaderamente admirable que me ha enseñado un camino que también he recorrido aunque a veces ese loop incomode.
Es por esto que celebro las fiestas del último mes de cada año como una temporada en donde agradezco -como expliqué en mi último post- todo lo que tengo y los que están cerca, pero específicamente en esta fecha disfruto de la unidad y diversidad que hay en mi familia, de lo que puedo aprender de cada uno de ellos y de lo que podemos crear estando juntos.
No creo en que un solo dios nos haya creado, en que seamos diferentes por raza, color de piel o situación económica y tal vez tampoco crea en algún otra deidad de otra corriente religiosa, pero sí creo en el poder del Universo en ponernos a todos nosotros -y a ustedes- en este preciso momento, espacio e instante, para poder coexistir en perfecta armonía.
Dicho esto, les pregunto y me gustaría que me compartieran ¿En qué creen ustedes?
Y más allá de sus respuestas, los invito a pensar en las diferencias entre nosotros como un nuevo espacio de aprendizaje y convivencia más allá de un filtro que nos vuelva aún más distantes.








 




jueves, 9 de enero de 2014

Cuenta regresiva.


Qué extraño. 

Me resulta extremadamente fascinante que todo puede cambiar en cuestión de segundos. El surgimiento de una idea, un movimiento o un gesto que indique un sentimiento puede cambiar el rumbo de una situación. A veces pienso que pasa lo mismo con los años. Cuentas en forma regresiva mientras te atragantas con semillas... y adiós. A empezar de nuevo.

Si todo sale bien, siempre tendrás esa oportunidad de reflexionar y aceptar. Y es ahí donde me doy cuenta de que así como es una cuenta regresiva en un día especial, siempre se puede empezar de nuevo. No tiene que ser un 31 de Diciembre para aceptar errores o pedir perdón. Todos los días pueden ser como el primer día de un nuevo año.

Una vez mi mamá me dijo que no importa cuánto tiempo convivas con una persona, no la conoces tan bien hasta cuando viajan juntos. Soy ese tipo de persona que necesita espacio personal, momentos donde pueda estar sola y pensar en cosas extrañas como siempre lo hago. Sin embargo, cuando me encuentro con personas tan especiales, prefiero emplear ese tiempo en convivir y conocer mientras observo.

Después de un viaje de doce días en los que hubo desde sol hasta copos de nieve (literal), regreso a mi espacio con muchas cosas nuevas como la importancia de la familia y la paciencia, disfrutar de la tranquilidad y el adaptarse a nuevos entornos, experimentar con nuevas y diferentes formas de ver la vida.

Técnicamente, siempre veía desde una perspectiva 18-135. Y honestamente, había olvidado lo interesante que puede ser el cambiar y aceptar algo nuevo. Mi novio me ha ayudado a eso. Y, técnicamente hablando, me da el macro y el holga que necesitaba. 

Estas fotos son un pedacito de lo que pasamos en estos días.