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miércoles, 1 de julio de 2015

Até logo...

Como advertência, este texto deve ter muitos erros gramaticais e ortográficos, mas isso nunca vai mudar a intenção das palavras  :3 

Isto é, por muito, o que vai ser mais difícil de escrever. Certeza. Tenho tanto na cabeça que nem sei por onde começar, mas é tanto que dizer que podería nunca terminar.
Parte deste processo de dois anos planejando cada detalhe desta viagem, foi escrever uma carta com os motivos que eu tinha para estudar no Brasil. Lembro que naquele momento eu me sentía com muita pressão porque não conseguia resumir o que seria realizar um sonho da minha vida numa carta só. Depois de varias semanas pensando e trabalhando num documento prévio, escreví um apartado extra onde explicava que eu queria me encontrar. Tinha esta ideia na cabeça que com todas as experiencias que eu viviría nesses quase seis meses, chegaría a entender o que eu estava procurando para minha vida, para minha carreira, e toda a área pessoal; e também, sentía que estava na idade ideal para isto, pensando que depois desse tempo voltaría totalmente focada para trabalhar no que amo e que faría tudo o que fosse necesario para isso.
Supongo que a vida nâo é assim tão fácil. Agora eu dou conta de que é estúpido pensar que tudo é assim de simples, que eu sou invencível e que nao sempre devo ter bem claro o que acontece na minha vida ou que simplesmente nao tudo deve ser perfeito. 
Tudo vai muito rápido. Sinto como se fosse ontem quando eu cheguei aqui, nesse aeroporto com 2 cartões bloqueados, com o celular inservível, sem entender palabra nehuma do que as pessoas falabam, quase chorando no aeroporto de Guarulhos. Agora estou aquí, voltando e pensando que não sei aonde que essa pessoa foi.
Sempre gostei muito da astrología e os signos zodiacais aunque não entenda bem do que falam. Faz uns días, entre num site onde falam o que vai acontecer hoje, se vamos ganhar dinheiro, se teremos uma entrevista para um emprego, ou que teremos um exelente día se usamos a cor laranja. Nese site, precisamente, falou do meu signo alguma coisa assim como “você vive num constante extremo”. Posso asegurar, aunque não defendo a confiabilidade da fonte, que isso é totalmente certo. Por mais que eu intente quando fico triste é MUITO triste, e quando estou feliz é MUITO feliz mesmo. Cuando li isso entendí que não pdería estar num lugar melhor.
O Brasil é um país que está cheio de cores, e vive num constente extremo como eu. Se você quiser música, você vai ter samba, pagode, sertanejo, rock, rap e funk 24/7 no volumen mais alto possível. Se você quer beber, você vai ter cachaça, cerveja e catuaba o día inteiro. Se você quiser arte, você vai ter todas as paredes da cidade e as pinturas nos museus para se entretener. Se você quiser festa, você vai ter bares e baladas abertos até às 7 da manhã a semana inteira. Se você quiser amor, você vai ter amigos em cada canto da cidade. E não acaba nunca.
Mudei tanto por todo o que eu aprendí e conheçí, que agora não posso evitar sentir medo. Quando eu fiz aquela carta com meus motivos, escreví que me quería encontrar porque eu achava que estava perdida. Agora estou cumpliendo o sonho da minha vida, no lugar que sempre sonhei, com tudo o que ele me ensinou… E me sinto mais perdida que nunca. Tudo o incrível que conhecí me fez dudar e retar minhas expectativas. Eu entendí que minhas metas sempre podem ser mais e melhores. Todas as ideias que eu tinha de mim e o que eu quería, se esfumaram e o Brasil as renovou. Ainda maiores, ainda más divertidas, ainda melhores.
Não estou voltando sendo melhor pessoa, porque acho que isso é um trabalho constante que todo mundo deve fazer. Eu volto me sintindo mais perdida que nunca e muito muito longe de me encontrar, mas plena. Eu volto mais perdida que nunca, mas com os melhores elementos pra me perder cada día mais.

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Não posso terminar isto sem dizer varias coisas. Quiero expresar que estou muito agradecida com as pessoas que estiveram comigo durante todo o processo.
Meus pais e minha família, que prácticamente eles são a razão pela que eu estou aquí e sem eles nâo tería conseguido logar tudo isto. Nunca vou terminar de agradeçer o apoio que vocês sempre me deram. De vocês aprendi a nunca me conformar, e sempre dar e procurar o melhor de mim. Prometo nunca falhar.
Regi, por sempre ser paciente e esperar até o último día. Prometo te compensar cada momento perdido. Tudo o que eu fiz foi por você, e por tudo aquilo que a vida tenha preparado para a gente no futuro.
Sebastián, porque depois de tudo você sempre ficou.
Todas minhas amigas no México que me ajudaram a preencher documentos, me emprestaram coisas, ou simplesmente me apoiaron moralmente em tudo o que precisava.
Família Tomeyama Kamida Da Costa Duarte, por ser minha família brasileira. Não podería ter pedido algo melhor. Muito obrigada por tudo o que vocês fizeram por mim.
Bia & João, por nunca deixarme sozinha. Brigada pelas festas, as crepiocas, o funk e o pagode, pelas conversas até tarde, Game Of Thrones, e um milhão de coisas mais que ja falei muitas vezes. Amo vocês, Agosto chegará logo. O mesmo pra a Nana, a Gabys, a Dany e a Marjorie, o Felipe, as Camilas, e todo o grupo em geral.
Bia Martins & Ga, por me mostrar uma nova perspectiva da vida. A gente sabe que estamos aquí por algúm motivo, e sei que essas mesmas forças vão fazer a gente se encontrar de novo. Muito obrigada pela luz que vocês trazeram na minha vida, agora eu levo um pouquinho de vocês na pele. Muito amor. Brigada também a toda a turma.
Brigada a todas as pessoas que conhecí na PUC, no JUCA, e na viagem a Bonito e tudo o pessoal que fez desta viagem algo tão especial.

Obrigada Brasil por tanto aprendizagem. Obrigada pelo rock, o reggae, o samba, o pagode o sertanejo, o forró, o rap, o trap e o funk. Obrigada pela Catdrál da Sé, pela Liberdade, o templo Zu Lai, e a Avenida Paulista. Obrigada pela Rua Augusta e a Vila Madalena. Obrigada pelos museus, a arte urbana, os filmes traduzidos, e a Livraria Cultura. Obrigada pela cachaça e os melzinhos, a catuaba e a cerveja Original. Obrigada pelo café, o pão de queijo, o brigadeiro, a picanha, maracujá e cajú.

Obrigada Brasil pela nova oportunidade de vida. Obrigada pela paixão. Obrigada. 

É nois.


Até logo.

“Pero entonces bailaban por las calles como peonzas enloquecidas, y yo vacilaba
tras ellos como he estado haciendo toda mi vida mientras sigo a la gente que me
interesa, porque la única gente que me interesa es la que está loca, la gente que está loca
por vivir, loca por hablar, loca por salvarse, con ganas de todo al mismo tiempo, la
gente que nunca bosteza ni habla de lugares comunes, sino que arde, arde, arde como
fabulosos cohetes amarillos explotando igual que arañas entre las estrellas.”

Esto es, por mucho, lo que más me va a costar escribir. Estoy segura. Tengo tanto en la cabeza que no sé por donde empezar, pero tengo tanto que decir que podría nunca terminar.
Parte de este proceso de dos años en el que planeé cada detalle de este viaje, fue escribir una carta con los motivos que me llevaban a hacerlo. Recuerdo que en ese momento me sentí abrumada y bajo mucha presión porque no conseguía resumir lo que sería realizar un sueño de toda la vida en sólo una carta. Después de varias semanas de pensar y trabajar en un borrador, escribí en un inciso extra que buscaba encontrarme. Tenía esta idea en mi cabeza de que todas las experiencias que viviría en esos casi seis meses me harían entender lo que estaba buscando para mi vida, en mi carrera y en todo lo personal; además, me sentía en la edad adecuada para esto, pensando en que después de ese tiempo regresaría totalmente enfocada a trabajar en lo que amo y que haría todo lo necesario para lograrlo.
Supongo que la vida no es así de fácil. Ahora me doy cuenta que es estúpido pensar en que todo es así de sencillo, que soy invencible y que no siempre debo tener claro todo lo que pasa en mi vida o que simplemente no todo debe ser perfecto. 
Todo va muy rápido. Siento que fue ayer cuando llegué a ese aeropuerto con 2 tarjetas bancarias bloqueadas, con un celualr inservible, sin entender lo que me decían, a punto de llorar en el aeropuerto de Guarulhos. Y ahora estoy aquí regresando y pienso que no sé a donde fue esa persona.
Siempre me atrajo mucho todo lo reativo a la astrología y a los signos zodiacales aunque no sea una experta, y a veces no entiendo lo que me dicen. Hace unos días entré a una de esas páginas donde dicen lo que nos va a pasar hoy, si nos vamos a ganar la lotería, tendremos una entrevista de trabajo o que tendremos un excelente día si usamos el color naranja. En esa página precisamente decía algo así como “vives en un constante extremo”. Puedo asegurar, aunque no defiendo la confiabilidad de la fuente, que eso es totalmente cierto. Por más que intento, cuando estoy triste es en verdad, MUY triste y cuando estoy feliz, estaré MUY feliz. Ahí es cuando entendí que no podría estar en un mejor lugar.
Brasil es un país que aunque está lleno de colores, vive en un constante extremo como yo. Si quieres música, tendrás samba, pagode, sertanejo, rock, rap y funk 24/7 en el nivel más alto posible. Si quieres beber, tendrás cachaça, cerveza y catuaba todo el día. Si quieres arte, tendrás todas las paredes de la ciudad y los cuadros en los museos para entretenerte. Si quieres fiesta, tendrás todos los bares y baladas abiertos hasta las 7am toda la semana. Si quieres amor, tendrás amigos en cada rincon de la ciudad. Y no se acaba nunca.
Cambié tanto por todo lo que aprendí y conocí que ahora no puedo evitar sentir miedo. Cuando hice aquella carta de motivos, escribí que quería encontrarme porque me sentía, según yo, perdida. Ahora, estoy cumpliendo el sueño de mi vida, en el lugar que siempre soñe, con todo lo que me enseñó… Y me siento más perdida que nunca. Todo lo increíble que conocí me hizo dudar y retar mis expectativas. Me hizo darme cuenta de que mis metas siempre pueden ser más y mejor. Todas las ideas que tenía acerca de mí y lo que quería se esfurmaron y Brasil las renovó. Aún mayores, aún más divertidas, aún mejores.
No regreso siendo mejor persona, porque ese es un trabajo constante que todos tenemos que llevar a cabo. Regreso sintiéndome más perdida que nunca y muy lejos de encontrarme pero plena. Regreso más perdida que nunca, pero con lor mejores elementos para perderme cada día más.

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No puedo terminar esto sin decir varias cosas. Quiero dar las gracias a la gente que siempre estuvo conmigo en este todo este proceso. 
Mis papás y mi familia, que prácticamente ellos son la razón por la que esté aquí y que sin ellos no lo hubiera logrado. Nunca podré agradecerles el apoyo que me han dado siempre. De ustedes aprendí a no conformarme y siempre dar y buscar lo mejor de mí. Prometo no fallarles.
Regi, por siempre ser paciente y esperar hasta el último día. Todo esto que hice, lo hice por nosotras, por lo que la vida nos tenga planeado para el futuro. Prometo compensarte cada momento perdido.
Sebastián, porque a pesar de todo siempre estuviste aquí.
A todas mis amigos en México que me ayudaron a llenar papeles, entregarlos, me prestaron cosas, o simplemente me apoyaron moralmente en todo lo posible.
Familia Tomeyama Kamida Da Costa Duarte, por ser mi familia brasileira. No pude haber pedido algo mejor. Gracias por todo lo que hicieron por mi.
Bia & João, por nunca dejarme sola. Gracias por las fiestas, las crepiocas, el funk y el pagode, por las pláticas hasta tarde, Game Of Thrones y un millón de cosas más. Los amo, Agosto vendrá pronto. Igual para Nana, Gabys, Dany, Marjorie, Felipe, las Camilas, y todo el grupo en general.
Bia Martins & Ga, por mostrarme una nueva perspectiva de la vida. Nosotros sabemos que estamos aquí por alguna razón, y sé que esas mismas fuerzas nos harán encontrarnos en algún momento. Gracias por la luz. Ahora llevo un poquito de ustedes en mi piel. Gracias tambén a ese grupo tan especial.
Gracias a las personas que conocí en la PUC, Gabi, Isa, Carolina, etc. Todos los que conocí en JUCA, en Bonito, y a todos los que hicieron de este viaje algo tan especial.
Gracias Brasil por tanto aprendizaje. Gracias por tu rock, tu reggae, tu samba, tu pagode, tu sertanejo, tu forró, tu rap, tu trap y tu funk. Gracias por tu Catedral da Sé, por tu Liberdade, por tu Templo Zu Lai, y tu Avenida Paulista. Gracias por tu Rua Augusta y tu Vila Madalena. Gracias por tu Rio de Janeiro, Praia Vermelha y Barra da Tijuca. Gracias por tus museos, tu arte urbana, tus películas traducidas y tu Livraria Cultura. Gracias por tu cachaça y tus melzinhos, tu catuaba y tu cerveja Original. Gracias por tu café, tu pão de queijo, tu brigadeiro, tu picanha, tu maracuja y tu cajú.
Gracias Brasil por la oportunidad de una nueva vida. Gracias por tu pasión. Gracias. 

É nois.







lunes, 1 de junio de 2015

Bonito.

Me entra la crisis existencial un mes antes de regresar a México. No puedo evitar pensar mil veces en las oportunidades que tuve y dejé pasar, las experiencias que no viví, en los lugares que no visité y en todo lo que se me fué en estos 4, 5 meses aquí.
Pero también me pongo a pensar en que soy una persona completamente diferente a la que llegó aquí, y que aprendí todos los días algo nuevo. Vencí miedos y me superé en las pruebas más difíciles que hay, esas que no parecen afectar, esas que son tan pequeñitas capaces de atormentarnos día con día.
Antes de hacer este viaje en particular, me pregunté varias veces si era lo correcto. Yo sabía que todo estaba bajo control, pero era el miedo lo que me detenía. El miedo a estar sola, a que no tendría a alguien que me ayudara si me pasaba algo o a que no tendría con quién platicar en mis ratos libres. Era miedo a hacer cosas atrevidas que nunca hice, por - qué raro- miedo a mi falta de agilidad, coordinación o el dolor.
Decidí que, si decidía hacer este viaje, tendría que hacerlo sin dejar que el miedo me paralizara, así que estas fotos de aquí fueron el resultado de un viaje de una semana a la mitad de la selva, nadando en ríos con anacondas, paseando por las copas de los árboles, y conociendo gente increíble.
He llegado a la conclusión de que en los viajes no se conoce tanto el país, la ciudad, la cultura, la gente o la comida. Sólo aprendemos de nosotros, y cómo nuestra existencia se ve afectada por ese específico y pequeño punto geográfico.

Da click en la foto para verla en su tamaño normal.

  Grutas de São Miguel

Pasando por un puente sobre las copas de los árboles, llegamos a la gruta. Lleno de estalactitas y estalagmitas, no puedo pensar en cómo la naturaleza puede hacer todo esto. Me regañaron por que me paré sobre una piedra que al parecer, tenía muchos millones de años.


            
    
 
   

Flutuação no Río Formoso 

Cuando me puse el traje de neopreno, supe que jamás podría trabajar en Sea World. Primero porque no aguantaría el traje, y aparte creo que no contratarían a alguien que se viera tan ridícula. Entramos al río y nadé con muchísimos peces de diferentes colores y tamaños. El guía después del viaje nos dijo que lo más probable es que hubiéramos nadado con alguna anaconda (sí, anaconda) pero que no la vimos. Nos explicó que dentro del agua no atacan porque necesitan la fuerza del suelo para poder hacerlo, lo cual me tranquilizó un poco porque después de esto nos enseñó una y no me hubiera gustado saber que estaba ahí adentro.


   
      








Gruta da Lagoa Azul.

Este fue, sin duda, mi lugar favorito de todo el viaje. Todo fue surreal. Lo que parece ser una roca gigante a punto de caer un barranco es en realidad la entrada a la gruta. Las fotos no pueden compararse lo que es estar ahí. Después de unos 400 escalones hacia abajo, mucha presión, neblina y calor, llegamos a la laguna. Ahí entendí porqué decidieron llamarla así. 

 

    


Balneario do sol

Después de tantos paseos, necesitábamos descansar. Nada mejor para eso que un río que termina en cuatro cascadas, hogar de muchos peces dorados. Nos quedamos hasta el atardecer, donde el cielo se llena de colores en al ausencia de los edificios de São Paulo y la contaminación de la ciudad.


                         
    


martes, 5 de mayo de 2015

Templo Zu Lai

Nada nos hace más ricos que conocer lo que nos es diferente, lo que parece lejano o ajeno, y donde parecemos no pertenecer. Sin embargo, nada de eso será posible sin la mente y el corazón preparados para ello.
Aún no entiendo mi relación con la religión y quién sabe si algún día la vaya a entender, pero no escribiré acerca de mis dudas porque supongo que esto será muy aburrido. Aun así, siempre quise visitar una iglesia/templo/centro de otras diferentes a la mía para explorar un poco las diferencias, semejanzas y puntos de vista porque creo firmemente que la religión determina el comportamiento de una región o un país.
Así todos nos fuimos en familia al Templo Zu Lai, que fue el primer centro del Monastério Fo Guang Shan ("Montaña de la Luz de Buda" en chino), una orden monástica que surgió en China. En este templo se practican ceremonias de las Escuelas budistas Chan y Jingtu, que se enfocan en la meditación y devoción a Buda Amitabha respectivamente. 
Aunque estoy muy lejos de ser una experta, aprendí mucho. Aprendí que el significado de la svástica es totalmente diferente al que usaba Hitler (my bad), comí carne de soya por primera vez, intenté repetir los nombres de las figuras importantes sin conseguirlo, entre otras cosas.
Una vez leí una cita que jamás se me olvidó porque describía perfectamente algo que pasaba muy seguido en mi vida. "The mind, once stretched by a new idea, never returns to its original dimensions”, dicho por un señor llamado Ralph Waldo Emerson. Como todo lo nuevo, habrá momentos donde tengamos que luchar con nuestras propias creencias para adaptarlas a unas nuevas que se sumaron en el camino. Y eso es lo bonito. Crecer con cada experiencia no sólo nos hace más ricos sino que nos hace únicos. Nadie ve el mundo como tú, ni siente como tú. El rumbo que tomamos nos convierte en seres con mentes transformadas de formas tan diversas e interesantes, que jamás regresará a sus dimensiones originales.
















jueves, 2 de abril de 2015

Lollapalooza Brasil

He estado esperando este día por mucho tiempo. Amo la música, amo la gente, amo los festivales, amo lo atascado, amo Brasil.
No tengo GoPro ni me voy a llevar mi cámara, así que compro una cámara de rollo noventera por unos 50 reales, compro un rollo y pilas. Creo que la última vez que usé una de estas tenía como 6 años.
También he estado buscando compañía para este festival. Compré unos boletos sin saber con quién iría, así porque sí. Las personas que encontré me dijeron que irían sólo el domingo, o que llegarían más tarde. Bia me presenta a unos de sus amigos, y me voy con ellos. El metro esta llenísimo y una hora después llegamos. Cambio mi dinero por fichas, llega más gente, pierdo a mis nuevos compañeros. Ahí me acuerdo de lo que me había auto prometido hace unas semanas y decido andar sola. Anótenlo en su bucket list, vayan a cualquier festival solos.

Sábado 

No conozco a esta banda, pero me siento a escucharlos. Me gusta su ritmo sesentero, alegre. Escucho al grupo de personas al lado mío quejarse del line-up de este año. Se quejan de los DJs, y de los headliners. "¿Por qué vienen Calvin Harris y Skrillex a un festival de rock?". Escucho. Supongo que estoy aquí por la experiencia completa de un festival y no por tal o cual banda. Corro al otro escenario y esta Alt-J, donde pocos cantan y casi nadie brinca. No hablan entre ellos. La gente se va.
Ya había visto a Kasabian el año pasado en el Corona Capital, por lo que decido ir a ver a DJ Snake, para ver porqué no les gustaba.



Parece ser que esa razón no aplica para todos los del festival. DJ Snake llena su área, y la gente se vuelve loca. Al final de su set pone el himno nacional de Brasil y de pronto todo se calma, todas las personas cantan y se abrazan. Yo solo observo, y pienso que esa es una de las razones que me hacen amar más este país.
Me quedo en el mismo escenario porque sigue Dillon Francis. Creo que en este festival aprovecharé para ver todo aquello que no he visto en México. La gente se va, tratando de encontrar un buen lugar para bailar con Skrillex. Me quedo aun así. Diplo se asoma, saluda y nos toma una foto, donde después me encuentro en su Snapchat.





Espero a Major Lazer. Si esperé para Lollapalooza mucho tiempo, esperé aun más para verlos. Soy una total groupie ahora. Nadie me conoce aquí, no tengo límites. Bailo sin parar, y cuando me doy cuenta ya pasaron dos horas. 
No hay aire acondicionado, todos sudamos excesivamente. Si de por si es un país caliente y sensual, esto es mil veces más. Diplo quiere que todos nos quitemos la ropa, y sólo empiezo a ver playeras volando de un lado a otro. Ahora twerk. Toman la famosa foto de todos y espero aparecer.
Esto es, por mucho, de las mejores cosas que he vivido en mi vida; no sólo por las canciones y la música, sino por lo que estas personas son capaces de hacer. Quisiera tener  poder vivir este momento muchísimas veces más. No hay nada que pueda unir más a las personas que la música. No hay idioma, no hay fronteras, no hay barreras, no hay división.








Diplo sale y saluda a todos de nuevo, pero no lo alcanzo. Intento una selfie con la cámara noventera y el resultado parece de ex-integrante de N*Sync en los Kid Choice Awards del '99. Estoy exhausta. Regreso a casa, después de hora y media de trayecto, con los pies destrozados, y mi ropa llena de sudor. Intento descansar pero aún estoy muy emocionada.

Domingo

Todo esto está más lleno que el día anterior. Esta vez me toma una hora y media llegar, y me pierdo a Molotov. Busco algo para comer, y me encuentro con un food truck de comida mexicana para calmar la saudade. Decido comprar una fajita que en realidad es un burrito de picadillo, en vez del innovador tacodog. Lo llevo conmigo mientras camino al escenario de la próxima banda, que aunque ya los vi también, vale la pena repetir.
El burrito/fajita/taco, la música de The Kooks y la fuerte lluvia me hace recordar México. Me prometo ir a todos los conciertos que pueda cuando regrese. Canto e intento olvidar lo mucho que extraño todo.






Llega Calvin Harris detrás de una mega pantalla donde sólo puedo verle los dedos de las manos cuando las levanta. Me imaginé su voz diferente. Con mi 1.53 de estatura es fácil colarte a todos lados, así que consigo llegar hasta adelante. Después de un rato, volteo y ahí están casi todas las 800 mil personas ese día. Brinco más, bailo más. Cierro los ojos y registro todo lo que hay a mi alrededor, lo grabo bien en mi memoria en caso de que no pueda volver a vivir esto nunca más.



Reviso mi itinerario y ya casi se acaba esta aventura. Para cerrar tengo a Pharrell Williams y a Steve Aoki. Decido ir a Pharrell porque son de esas cosas que sólo pasan una vez en la vida. Estando hasta adelante en Calvin Harris, era obvio que llegaría hasta atrás en el otro escenario así que me tomé mi tiempo. Me siento en el pasto. La gente no se está quedando en este escenario, y creo entender. Después de Calvin Harris y brincar sin parar, no a todos les gustaba sentarse en el pasto para cantar canciones un poco más tranquilas. Estoy lejísimos y no escucho nada, por lo que me busco un lugar cerca de las bocinas.
Me quedo un rato más y me voy a Steve Aoki. A ver si me toca pastel.


Gracias infinitas a mi estatura, llego de nuevo hasta adelante. Me gusta llamarle a la reja el pit de prensa no oficial. Lanza un pastel y la gente corre de un lado a otro persiguiéndolo. Lanza otro. Otro más. Es hora de la lancha, pero decido no subirme porque es un poco peligroso. Todos se avientan, y caen encima de los otros. 
Me doy cuenta de que Aoki es capaz de todo. Se avienta a la gente, baja y vuelve a subir, quita y pone la música a su antojo. Es el dueño de todo lugar que pisa. Tan dueño es, que consigue tener a todos esperando un pastelazo en la cara de su parte.






Se acaba y no me quiero ir. Entiendo que no dura para siempre, pero quisiera vivir todo de nuevo. Quisiera traer a todas las personas que quiero para que vivieran esto también. Regreso a mi casa muchos reales más pobre pero con una experiencia que no se irá jamás.
Despierto al día siguiente y llevo a revelar mis fotos, esperando que los resultados me hagan recordar todo el festival para siempre.